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Fotojornalismo e a internet – Parte 1

22 de abril de 2009

Ao navegar pela internet encontrei um post no Blog da fotojornalista Carla Romero e ai ler o post dela fiquei integrado com um fato: Alguém já encontrei algum artigo na internet ou livro que fale sobre tendências ou possibilidades do uso da internet para o fotojornalismo?

Penso que já foi uma grande revolução na imprensa quando houve a maior inserção de equipamentos digitais na redação de dezenas de jornais, posteriormente veio o jornalismo on-line e toda aquela discussão sobre o futuro do jornal impresso e agora, com a Web 2.0, com os estudos na área do jornalismo on-line crescendo gradualmente, logo deve chegar a vez do Fotojornalismo na internet. Ainda é escasso estudos específicos sobre o tema.

Segundo Palacios a internet como suporte da atividade jornalística no caso do uso da fotografia traz uma quebra de limites de espaço e tempo para a disponibilização de material. Isso quer dizer que o fotojornalista, ou o veiculo de mídia on-line não possui limites para trabalhar e postar imagens na Web, bem como o tempo que ele leva para registrar o fato e postar na internet pode ser reduzido a questão de 10 minutos, por exemplo. Hoje temos a possibilidade de transportar notebook com modem externo (tecnologia 3g) para transmitir imagens. Se formos considerar o tempo em uma escala de publicação, vamos perceber que na ordem vem a internet, depois a televisão e por último, a mídia impressa.

essa disponibilidade de espaço, em conjunto com o tempo e somado a diversas possibilidades multimídias leva naturalmente a expectativa de valorização da imagem nos sites. essa capacidade enquanto multimídia que a internet apresenta,  afeta os próprios conceitos da imagem jornalística e do seu uso. Forma-se uma situação na qual o consumidor de imagens, pode, num momento seguinte, tornar-se produtor, abrindo caminho para processos participativos até então inéditos na história do fotojornalismo.

E isso pode criar uma bagunça fotojornalística e tanto. Debates já devem surgir sobre o assunto. Imagine o profissional fotojornalista perdendo espaço para fotoamadores que fazem por “hooby” e divulgam para os editores dos sites jornalísticos, que por seguinte pode até mesmo cair na mídia impressa. Não vou adentrar muito nesta questão, neste momento. mas o fotoamador deveria pelo menos, ter ciência que sua fotografia é um patrimônio moral e material protegido pela lei dos direitos autorais, e portanto, se algum veiculo de comunicação lucrar em cima dessa foto, deveria cobrar e ter alguma remuneração pelo seu uso. E aqui vai uma crítica, muitos, para terem apenas prestigio e fama, apenas solicitam o seu direito moral, o de ter seu crédito adicionado a fotografia. Se todos, cobrassem por um direito garantido por lei, o fotojornalismo seria encarado com mais seriedade e teria maior valor diante das mídias constituídas.

Westbrook comenta que com o advento da internet, o jornalismo possui uma nova possibilidade midiática: as notícias deixam de ser transmitidas e passam a ser disponibilizadas. Surgem os jornais on-line, os Blogs, Fotologs, Moblogs que encaminham novos formatos de produção jornalística , expandem as fronteiras de utilização das imagens para o leitor e nova representação da realidade.

Atualmente, segundo diversos autores o Jornalismo na internet está em sua terceira geração. Ele é definido como Webjornalismo com a produção de sites jornalísticos que se distanciam do modelo anterior correspondente a segunda fase, que foi conhecido como fase da “metáfora”.

Podemos citar bem os casos de Webjornais como o The New York Times, (veja exemplos aqui, aqui e aqui) Cnn.com e o Msnbc.com que criaram ferramentas (softwares) de publicação exclusivas para a produção de notícias on-line e apresentam novas características para a utilização da fotografia jornalística, como seqüência de imagens, para narrar fatos, conciliando sons e comentários a respeito da situação ou da produção das coberturas fotográficas.

Neste trecho retirado do Blog da Carla é notório sua frustração quando muitas vezes o fotojornalística em dezenas de fotografias e apenas uma, é publicada (e nem sempre a melhor na visão do fotojornalista):

“Nesses casos, o que se vê é multimídia de verdade, e não um slide show com cara de anos 90 como se vê no Brasil. Eles mostram um produto pensado para o ambiente digital, que usufrui das possibilidades criadas por esse universo. O resultado é bacana. Enriquece a matéria e dá mais espaço para a fotografia. Cá entre nós, não faz muito sentido ir a uma pauta fazer centenas de cliques e ver publicada apenas uma foto de todo o material. Outro uso interessante do multimídia é anexar à matéria da web os bastidores de uma foto bacana. Mais uma vez o The New York Times sai na frente. Vira e mexe o diário pública uma história contada com filme, fotos e áudio sobre o que fica atrás de uma boa fotografia (veja aqui)”.

Amanhã farei uma extensão dessa caracteristica do leitor participar da construção de notícias na internet, farei um foco em cima da produção fotográfica e os problemas que esse novo modelo de emissor/receptor causa no fotojornalismo!

Fontes: http://granulado.wordpress.com/ e Artigo de Paulo Munhoz

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