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Sobre mercado e fotografia

9 de maio de 2009

Por meio dos textos publicados percebe-se a existência de se despreszar a legislação e guiar-se pelo mercado (capitalista). Há uma imposição das regras de mercado em cima da produção de conteúdo fotográfico. Isso gera um problema muito grave ao meu ver porque gera uma disputa e competição comercial danosa entre os fotojornalistas, é como os donos dos meios de produção (aqueles que detem o capital e decidem como vão usar-lo) jogassem um pedaço de pão para um grupo de mendigos famintos. Vão se matar até sobrar um. Quem ganhará é o dono do meio de produção. isso porque os outros trabalhadores da mesma categoria (fotojornalistica) vão se matar pelo menor preço para derrotar o outro trabalhador igual a ele apenas para satisfazer um ego individualista (características próprias do capitalismo). Esses trabalhadores não tem conciencia que fazem parte de uma mesma classe, e tem um objetivo em comum: melhorar as condições de trabalho, ter seus direitos de autor respeitados e melhores preços de mercado.

O capitalismo assim o é, busca sistematizar, fragmentar em classes. Quanto mais dividido for uma classe, categoria, mais fortelecido sai o sistema e os donos de produção podem conseguir precarizar ainda mais o trabalho e conseguir claro, maximixar lucros e conseguir fotos à preço de banana.

Acredite, já vi fotógrafo fazer um pacote de 300 fotos por R$1,10 cada!

Quem já não sentiu ciumes de trabalhadores da mesma classe soh pq um tinha mais que o outro, ou melhor equipamento ou maior curriculo? Pois então, pensar assim, já é uma forma de divisão de classes. e isso institui em um pensamento danosso a classe de trabalhores da fotografia.

Se a classe tiver conciencia, buscar por objetivos comuns, o mercado vai torcer o nariz pois não encontrará profissionais dispostos a se prostituir facilmente e os preços bem como o respeito pelos direitos autorais terão uma melhora.

Enquanto tivermos profissionais do meio que dizem que o sindicato é uma “falácia” ou que “jovens que saem da faculdade achando que vao mudar o mundo ou ganhar muito dinheiro” a tendência é de termos um mercado prostituido e marginalizado…

 

E vocês? o que pensam?

Um bom final de semana para todos

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2 Comentários leave one →
  1. autofoto permalink
    11 de maio de 2009 9:32 AM

    A realidade é assim mesmo. E falando de sindicato ele não faz nada, nao é siginificativo e muito menos reerencia.
    A faculdade ensina muita teoria nada de pratica, e quem se prostitui são “ditos” fotografos com maquinas sony e garotos de faculade que se acham pronto pra encarar o mercado aqui fora.
    E uma pena o blogueiro instigar uma briga de classe ao invés de criar quem sabe um forum pra discutir qualidade fotográfica, preço, ética e gestao.

    • Daniel Zimmermann permalink*
      11 de maio de 2009 10:37 AM

      Sugiro a você a leitura do livro A máquina capitalista de Pedrinho Guareschi e Roberto Ramos. O livro esclarece relações de trabalho entre quem detêm os meios de produção e aqueles que produzem, explica essa relação da precarização do trabalho a psicologia da exploração. Algo bem presente em seu comentário. Em relação a faculdade, quem a faz não é quem ensina, mas quem aprende. É lugar ideal para ter um início de carreira e buscar rumos profissionais, além claro de possibilitar novos estudos tanto sobre processos quanto de mercado e não ser apenas um replicador das regras de mercado. Forúns sobre fotografia existem as centenas, e o conteúdo do blog é mais denso e específico. Outra pergunta, você é sindicalizado?

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