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Profissão Repórter Fotográfico

26 de maio de 2009

Sugestão de Alexandra Martins

Quando o assunto é dinheiro, muita coisa passa pela cabeça e inclusive aquele pensamento: “E isso dá dinheiro?”.

Na primeira resposta que vem a cabeça: talvez. Há dezenas de casos em que algum repórter fotográfico se deu bem e esteve no lugar certo com as pessoas certas, outros que o cidadão não reclama, mas também podia estar melhor e claro, os que penam as duras para conseguir passar o mês.

Por sugestão da fotojornalista Alexandra Martins, (que sempre dá um toque sobre boas pautas) encontrei este post no UOL Blog,

 

Por Cris, Uol Blog :

O fotógrafo freelancer Danfung Dennis, que já estampou suas imagens no New York Times e na Newsweek, escreveu um artigo que expressa muitas das atuais dúvidas dos jornalistas, especialmente dos freelancers.

Ele acredita que os frilas são os primeiros a sentir o impacto da suposta crise dos jornais e revistas impressos.

Para sobreviver no atual mercado midiático, ele precisou se adaptar a um modelo de multiplataformas, facilitado por novas tecnologias: (tais como a Nikon D90 que permite fazer filmes em alta resolução)*

"Vou retornar ao Afeganistão esta semana para trabalhar nesse novo modelo. (…) Vou fazer fotografias e vídeos, editar e produzir tudo no meu macbook, passar para as plataformas da web, do iphone e do podcast, transmitir via satélite para meu site e atualizar meu RSS feed, twitter, facebook, vimeo e blog".

É tarefa pra caramba! surpreso

Ele conta que postou em seu site uma prévia de seu trabalho há algumas noites e teve mais de 5.000 acessos nas primeiras 24 horas!

Mas sua angústia é a seguinte: "Como sobreviver e ganhar dinheiro com esse modelo de videojornalismo integrado à rede se se espera que o conteúdo da internet seja gratuito independentemente de ser bom ou original?"

É o conflito de um repórter fotográfico tão acostumado a cobrir conflitos mundo afora…

O que vocês acham? Há resposta para essa pergunta de Dennis?

* Grifo nosso

Em dois comentários, sobre o post da Cris, duas opiniões interessantes:

Mauricio Miranda] [SP, SP]
Cobrar por hardnews está fora de questão, os rádios fazem isso de graça e há muito tempo. Cobrar a visualização de um vídeo é como esmurrar a ponta de uma faca ou, em outras palavras, insistir no erro. Convenhamos: todo mundo pode produzir notícia digital, mesmo que a apuração seja rala. Sem contar que driblar os mecanismos de limitação de acesso já virou até hobby de muitos internautas (hakers e afins). O que precisamos pensar é que um site de informação cria um estilo e esse estilo se torna uma marca, essa marca pode ser atrativa para algumas empresas (com dim-dim) que cultivam uma cultura similar a do site ou que se identificam com ele. Resultado: patrocínio. É difícil conseguir, concordo. Mas não é impossível, vale tentar, arriscar, etc. Precisamos, jornalistas, saber vender nossas idéias comercialmente, se quisermos sobreviver nesse mundo onde todo mundo quer e consegue ser VIP.


[Emidia Felipe] [Natal/Recife – RN/PE]
É uma pergunta difícil, mas assim como Dennis, tem mais gente buscando a resposta – David Cohn, do Spot.Us, que faz matérias pagas pelos cidadãos (leia mais aqui http://knightcenter.utexas.edu/blog/?q=pt-br/node/4073). Mas, sinceramente, acho que nós jornalistas temos que começar um movimento de valorização da boa informação, tentando deixar de lado o aspecto romântico da era da informática em que tudo é grátis e compartilhado. Claro que foi isso que nos fez chegar até aqui e não deve deixar de existir. Mas os profissionais precisam comer e pagar contas e é justo que se pague por serviços de qualidade. Então, acredito que podemos achar um equilíbrio, que, de repente, pode ser alcançado com um veículo que parte do conteúdo seja grátis e parte seja pago. Porque essa gratuidade toda tem sido muito lucrativa apenas para quem fornece o canal: provedores e empresas de telecom.

 

Após estes textos, percebe-se que em alguma esfera do mundo Fotojornalístico existe uma crise, ou uma mudança de tendências, até é algo que ainda não compreendo totalmente. Agora, parece que a internet mexeu muito com aqueles que trabalham por conta própria, somente fotos não seguram mais o sustento do repórter e a manutenção de seus equipamentos fotográficos. Ser multimídia é um caminho sem volta, ainda mais com a possibilidade se abre com a produção de máquinas profissionais reflex com gravação de vídeo.

Blumenau tem uma característica provinciana no pensamento empresarial e fotográfico, não vejo tendências de inovação mercadológica por aqui, até porque, ainda não há empresários que invistam ou sintam a necessidade de inovações. 

Ser free lance é uma alternativa quando se busca uma solução para empreender, o comentário de Maurício até tem sua relevância, é difícil vender conteúdos exclusivos pela internet. Nem precisa de hacker para isso, basta o dono da assinatura dar CRTL+C e repassar para seus contatos no e-mail.

É certo que ainda estamos num momento prematuro de mídias jornalísticas e creio que há possibilidades inteligentes de prestar serviços de qualidade e ganhar por isso, até porque, no comentário Emidia fala que profissionais (da informação) precisam comer, pagar contas, etc.

A proposta de leitores sugerirem pautas e financiar elas é plausível, interessante! Estou confiante que daqui a 5 anos teremos novas alternativas midiáticas como fonte de renda. Inovação é uma peça chave. No fotojornalismo pode se seguir tendência parecida.

Ao menos no Brasil, quem trabalha com fotografia sabe o quanto é difícil a aquisição de equipamentos profissionais, além de não existirem fábricas, não há nenhum tipo de financiamento para a compra. E como Evandro Teixeira já comentou, “O Brasil possui um potencial fotográfico fantástico para ser desenvolvido.”

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4 Comentários leave one →
  1. 27 de maio de 2009 9:49 AM

    Uma sugestão de como se ganhar dinheiro pela web são os acessos. O dono do site pode usar a quantidade de acessos como argumento para oferecer espaços de propaganda a outros sites que estejam no mesmo mercado que ele.

    Se ele conta que em apenas uma prévia do trabalho conseguiu 5.000 acessos nas primeiras 24 horas, isso já é uma ótima comprovação de que as pessoas acessam o site dele e, melhor, indicam para outras pessoas. Aí o resto é buscar o financiamento de espaço publicitário.

    Outra sugestão é fazer um livro com esse material que ele tem. Não sei como é no país dele, mas no Brasil há editais que bancam projetos de financiamento de livros.Já ví muitos livros de fotografia que não são tão bons assim mas os caras são ótimos empreendedores e aproveitaram a ocasião.

    Creio que muita gente compraria o livro do Dennis se ele fizesse um livro de fotos. Onde buscar? Financiamento de Instituições de Direitos Humanos ou deputados sensíveis a causa.

    • Daniel Zimmermann permalink*
      27 de maio de 2009 11:10 AM

      Este é um modelo que funciona bem no Brasil. o empresário aposta com mais facilidade numa mídia que é vista por muitas pessoas, se possível, milhares. Seriam 5 mil pessoas vendo a marca e os produtos do empresário. É difícil outra mídia atingir este volume, a não ser os outdoors, mas são mídias caras, diferente da internet que eu considero barata.

  2. Mário Martins permalink
    8 de junho de 2009 6:09 PM

    Sou repórter fotográfico,vejo que a culpa todo desce marasmo e que varios profissionais trabalham desvalorizando o seu trabalho e temos que aguentar outros que se contenta simplesmente com os créditos.

    • Daniel Zimmermann permalink*
      9 de junho de 2009 10:41 PM

      Falta profissionalismo, ética e bom senso. e como se consegue isso? bem, muitas vezes vem de casa e outra parte, por vontade própria e um bom estudo.

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