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Teatro Alvaro de Carvalho

3 de junho de 2009

No concerto  da Orquestra Câmara de Blumenau no Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis, conheci um pedaço da história cultural de Santa Catarina. Fascinado com o local, resolvi pesquisar mais sobre o assunto. Participe da matéria, se você conhece alguma história ou algum dado à mais para acrescentar, deixe um comentário!

 

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Foto: Arquivo Teatro Álvaro de Carvalho

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Foto Daniel Zimmermann

Fachada histórica: de 1871 até hoje o Teatro já foi palco das mais diversas manifestações culturais e preserva até hoje um túnel

  Tudo começou por volta de 1854, quando um movimento de pessoas ligadas à cultura tomou consciência de que Desterro, a Capital da Província, merecia um  teatro amplo e moderno. Este pequeno prólogo serviu para o desdobramento de muitos atos onde contracenaram políticos, acionistas, jornalistas, povo e até o presidente da província. Finalmente, em 29 de julho de 1857 foi lançada a pedra fundamental do novo teatro.

Começavam as tramas. Só em 5 de junho de 1871 é que o Teatro Santa Isabel, homenageando a Princesa Isabel, foi utilizado, mesmo sem estar concluído. E a inauguração oficial deu-se 18 anos depois em 7 de setembro de 1875, com a presença calculada de mais de mil pessoas. A Sociedade Empreendedora, responsável pela obra do teatro, teve diversos problemas financeiros, fazendo com que o Governo da Província assumisse o patrimônio e terminasse a obra.

As marchas e contramarchas da política influíram sempre no andamento das obras de conservação e melhorias. E havia muitas reclamações por causa da iluminação, das cadeiras, da fumaça dos cigarros, do calor excessivo na platéia. Tudo era motivo de amplas discussões do povo em geral. Lembrando que o teatro era o local de encontro, diversão e cultura por excelência naquela época.

E por isso, pelo desencontro de opiniões e interesses, o teatro passou por um período de abandono, quando serviu até como prisão. Mesmo assim achou-se tempo para uma resolução que, em 2 de julho de 1894, mudou o nome para Teatro Álvaro de Carvalho, numa justa homenagem ao primeiro dramaturgo catarinense. Pouco antes da mudança, em 17 de maio, Desterro passou a chamar-se Florianópolis.

Enquanto isso, novas batalhas sucederam-se para tirar o teatro do ostracismo e coloca-lo de novo sob as luzes da ribalta. Até o cinema, que então engatinhava, tentou roubar a cena e nele se instalou. Por volta de 1899 é que foram aplicados recursos de grande monta para recuperação do que ainda se podia chamar de teatro. Assim, como Fênix ressurgindo das cinzas, o Teatro Álvaro de Carvalho entrou no século XX.

Em 1955, mais um grande esforço impôs ao teatro uma radical transformação, não sem antes ser aventada a hipótese das cortinas serem fechadas para sempre, e o prédio demolido.

O certo é que pouco restou da antiga estrutura. A reforma acompanhou a evolução da arquitetura e da decoração, procurando-se uma adequação entre a forma e a função. Mas o novo século não foi uma personagem exclusivamente boa e, em alguns momentos de deslize, levou ao palco filmes, bailes, conferências, acrobacias, palestras e toda sorte de deturpações do seu fim específico. Difícil foi aproximar novamente o teatro, a dança e a música, que desempenham os principais papéis nos dias de hoje.

Entre construção e estréia, abandonos e temporadas, emoções e lágrimas, o Teatro Álvaro de Carvalho completou 100 anos. Ocupa hoje lugar de destaque não só como peça arquitetônica mas como legítimo patrimônio cultural de todos os catarinenses, merecidamente tombado desde 1988, sob guarda da Fundação Catarinense de Cultura. Um local aberto à visitação e às mais talentosas manifestações das nobres artes.

Homenagem a Paulo Gracindo

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Foto: Daniel Zimmermann

Placa inaugural do Palco Paulo Gracindo, uma homenagem ao ator nascido em 16 de junho de 1911, na cidade de Rio de Janeiro. Seu pai, era Demócrito Gracindo, um político da sua época e criado pela mãe, dona do lar. Estudou direito mas desde cedo quis ser ator. Começou em 1937  nos cinemas e dentre suas grandes participações estão “O Bem Amado” primeira novela em cores do Brasil no qual atuou no papel de Odorico Paraguaçu, o prefeito da cidade. Paulo Gracindo morreu em 4 de setembro de 1995.

 

Túnel no Teatro Álvaro de Carvalho

Uma das curiosidades do Teatro é um extenso corredor de serviço que liga os bastidores do Palco a recepção do Teatro, na parte frontal. Assista o vídeo em que o túnel é percorrido.

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Fotos: Daniel Zimmermann

O que há por trás do palco: Túnel de serviço é utilizado para fazer a passagem de fotógrafos, e pessoal da equipe de apoio sem precisar passar pelo meio do palco

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A sensação é de estar num bunker

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Fotos: Daniel Zimmermann

Por baixo dos pés: acima está as cadeiras da platéia, um lugar que funciona mais como depósito e a única forma de se acessar é pelo túnel

 

Quem Foi Álvaro de Carvalho

Álvaro Augusto de Carvalho foi o primeiro dramaturgo de Santa Catarina, na época, Nossa Senhora do Desterro. Foi filho de Luís José de Carvalho e de Florinda Luiza de Carvalho.

Escreveu várias peças teatrais, que o consagraram como o primeiro dramaturgo catarinense. Dentre suas peças encenadas no Desterro, estão O Pescador Pedro Martelli ou  O Conde de Castellmar , e Uma Moça de Juízo, em 1853 e as outras duas foram Uma moça de juízo e Raimundo.

Foi primeiro-tenente, tendo falecido em decorrência de uma febre tifóide, contraída quando no comando da canhoneira Ipiranga, na Guerra do Paraguai. Está sepultado em Buenos Aires.

 

O teatro em Números

Palco Italiano, formato ferradura, Boca de Cena
Altura Total (sem regulador superior): 4 metros
Largura: 9 metros
Proscênio: fixo sem poço para orquestra
Largura 11, metros
Profundidade Central: 2 metros
4 camarins
Equipamentos de Iluminação e Sonorização
Instrumentos Musicais
* Piano Elétrico Roland EP7
* Piano KAWAI 3/4 de cauda

Platéia com cadeiras numeradas
Balcão 2º piso: 118 lugares
Balcão 1º piso: 45 lugares
Seis camarotes c/6 cadeiras: 36 Lugares
Um camarote central exclusivo do Governador do Estado
Lotação: 500 lugares
Horário de Bilheteria : Das 14:00 às 18:00 nos dias de espetáculo

Endereço: Rua Marechal Guilherme, nº 26
CEP 88010-540 – Centro – Florianópolis – SC
Tel.: (048) 3028-8070 / 3028-8071

 

Fazer Jornalismo esta mais fácil

Queria mostrar a vocês o quanto está fácil fazer Jornalismo na atualidade. A internet possibilita a pesquisa e a socialização das informações. Posso por exemplo, acabar encontrando algum historiador que conheça mais sobre a história do museu e acrescentar mais informações para a matéria. Por meio de um registro visual, pode-se levantar toda uma história, um conhecimento.

Penso que esse é um dos baratos de se fazer fotojornalismo. A matéria ainda não está terminada e irei complementando com o passar do tempo. Você também pode colaborar a construir essa reportagem, deixe seu comentário.

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