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Michael Kamber dá dicas para fotógrafos

2 de julho de 2009

Michael Kamber for The New York Times

FROM BANGLADESH Tufazil Hussan, a street sweeper, shares a workers’ dormitory with 50 men.

Na internet existe muita coisa bacana sobre fotojornalismo, embora a maioria esteja em inglês. Uma delas é um artigo que Michael Kamber escreveu dando conselhos a fotógrafos iniciantes no mundo do Fotojornalismo.

Jovens fotógrafos que buscam se aventurar no fotojornalismo entraram em contato com ele e então decidiu escrever sobre dicas para quem está começando na área, até para evitar longas respostas para cada um que for perguntar sobre isso para ele.

Michael Kamber começou no fotojornalismo quando ainda freqüentava a escola de arte. No começo ele imaginou que seria um bom artista ou um fotógrafo de paisagens, mas ao fazer o curso de fotojornalismo, Michael ficou engajado e bem fascinado com o curso. Quando seu dinheiro acabou depois de 1 ano, ele teve que parar a escola de arte, mas continuou trabalhando como assistente de professor nas aulas de fotojornalismo. Ele comenta entusiasmado que aprendeu muito mais dessa forma o fotojornalismo do que se tivesse sido um estudante. “Eu não recebi crédito, mas penso que a fotografia é meritocracia. Ao longo destes 20 anos, eu nunca fui questionado sobre minha classe, no mundo do fotojornalismo, o seu portfólio é sua classe, seu estilo”.

Michael fez um grande negócio ao passar vários dias na biblioteca lendo sobre fotojornalismo, olhando, descobrindo novos nomes que ele considerava de maior destaque. Desta forma, ele conheceu o trabalho de Robert Capa, Robert Frank, Larry Clarck, Alex Webb e uma dúzia de outros nomes.

Uma das dicas que ele dá para aqueles que estão começando no Fotojornalismo é que é necessário estudar e adquirir um bom conhecimento sobre a história do Fotojornalismo e suas figuras “mediúnicas” das imagens, aqueles que nasceram para isso. Para Michael, estudar com cuidado e memorizar os detalhes dessas fotografias e seus autores ditos como gênios da imagem será extremamente útil quando for realizar suas fotos. Ao estudar imagens, você deve pensar como o fotógrafo se relaciona com seus assuntos e estudar como ele trabalhou a luz e o ângulo da câmera. “A foto é impactante por ter sido utilizada uma Telephoto, ou uma wide-angle? Como teve acesso para estar naquela situação? E como você conseguiria ter um acesso similar?

A dica a seguir não serve apenas para quem for fotografar fora de sua cidade. Para ser fotojornalista é preciso estar bem informado, Michael conta que certa vez encontrou um grupo de fotógrafos no Haiti alguns anos atrás, e eles não sabiam onde estava Duvalier´s, ou conheciam rudimentarmente a história do país. No caso do Haiti, não é o tipo de país para você praticar fototurismo, e passar o dia todo fotografando, até porque, você estaria fotografando e documentando a vida dessas pessoas, Tenha conhecimento e demonstre respeito.

Leia sempre que possível a capa ou o lead de cada web storie do the Washington Post, LA Times or NY Times. Na opinião do Micheal, o The New Yorker possui o melhor long-form jornalismo na lingua Inglessa.

Possuir uma segunda língua é provavelmente a melhor habilidade que você pode adquirir do que comprar o último lançamento de câmera ou um diploma numa faculdade de fotografia. Toma tempo, é cansativo, mas necessário.

Seja persistente, e nunca se esqueça que editores são figuras extremamente ocupadas, não tome mais do que algumas minutos para mostrar seu trabalho. Mostre no máximo 20 fotografias sobre vários assuntos. Eles lembrarão de você com mais facilidade do que apresentar 100 fotos. Melhor ainda se for algum foto-ensaio.

Se você é fotojornalista, provavelmente terá que se promover e promover seu trabalho. Se tiver medo da rejeição e ficar muito abalado com as críticas, escolha outra profissão.  Terá que trabalhar por ai, tirar fotos e mandar com certa constância para os editores. A maioria não vai dar bola para você, mas faz parte da natureza dos negócios. Não leve para o lado pessoal.

Quando Michael começou sua carreira, fez muitas fotografias nos estornos dos jornais. É um caminho fácil e rápido para saber o que está acontecendo e importante quando você está começando fora.

Embora elas não ajudaram muito para construir o portfólio, Michael logo partiu para trabalhar em longos projetos (foto ensaio). Michael não contesta a importância de trabalhar em grandes projetos fotográficos. Ele diz que é preferível trabalhar em um único projeto, bem estudado e planejado do que fazer centenas de fotografias de 12 assuntos diferentes. Escolha seus projetos com cuidado, existem centenas de trabalhos importantes esperando serem descobertos e fotografados por ai. Os editores respeitam quem faz foto ensaio. Um bom foto ensaio será lembrado pelo editor e o ajudará a conseguir trabalhos no jornal ou no veículo de comunicação que você precisar.

Em relação as técnicas

Esta parte que Michael comenta, é bem pertinente e talvez seja a dúvida de muitos fotojornalistas que iniciam: Como me aproximar dos meus assuntos, sem aparentar ser um “paparazzi”?

Michael explica que quando está fotografando ele frequentemente se aproxima das pessoas a serem fotografadas e explica a elas o que ele está fazendo e pede a permissão para registrar a foto. Não caia na balela de editores de jornais dizendo que você é repórter fotográfico e já chegar clicando a vontade, como certa vez um editor me falou.

Jornalismo é acima de tudo comunicação, e com respeito. Em situações nas quais é possíveis ficar algumas horas ou dias com o assunto fotografado a pessoa fica mais a vontade na presença do fotógrafo e assim as chances de se conseguir o que quer é maior. Quando dá, é bom carregar um pequeno álbum de imagens, para mostrar as pessoas. Isso ajuda a compreender quem você é, no que está trabalhando e a importância do seu trabalho. As pessoas querem sentir que você não está ali para expor elas desnecessariamente. Use o bom senso.

Em situações de hard news ou aqueles momentos em que a ação se desenrola e não há tempo para pensar muito, Michael fala que nunca pede permissão, e nem faz nada para alterar a situação que está ocorrendo, é como estar na rua, ver um momento de ação que pode ser destruído com uma pergunta do tipo “ei, posso tirar uma foto pro jornal “X”, para uma matéria…” Ele clica sem perguntar. Para Michael, isso faz parte da arte de fotografar e ele sente que tem o direito de fazer isso. Ele lembra que não se deve pagar para sujeitos serem fotografados, faz com que o trabalho de outros que virão depois de você, se torne impossível, pois as pessoas só vão deixar se pagarem para fotografar, e quem te contrata, não vai pagar por isso.

Sobre equipamentos

Para Michael Kamber, não existe “máquina mágica” que fará você registrar fotografias espetaculares. Use aquilo que de fato, funciona para você. Encontre um sistema que seja confortável e seja prático com seu trabalho. Nunca, sob qualquer cirscuntância parta para um equipamento da sua marca de preferência ou de outra nova que você nunca experimentou. Michael não se preocupa se é a mais recente ou a melhor, até porque, quando você estiver debaixo de fogo cruzado, você não vai desejar ter algo assim consigo.

Michael usou durante duas décadas a leica rangefinders. Atualmente ele usa muito para seu trabalho a Canon digital EOS, a 5d com uma lente 24-70.

Michael abomina o uso do Flash, e evita seu uso a todo custo. Outro fotógrafos que ele admira, usam o flash o tempo todo, não é o caminho mais correto fazer isso, ele procura dizer que é mais interessante investir em lentes mais luminosas como uma wide-angle f1.4 e f2 como um bom investimento. Claro que lentes como essas, dependendo da marca e de vantagens, costumam custar na faixa de 2 mil reais para cima. Embora eu concorde com Michael nesse ponto.

For two decades I used primarily Leica rangefinders. I’m now doing a lot of work with Canon digital EOS models, mostly a 5D and a 24-70 zoom lens. In Africa, where I’m based, I always have a Hasselblad for portraits and usually a Leica as well. I still believe in film but have to acknowledge that for a newspaper photographer, it is impractical at best.

I’m a bit of a “techie,” I carry a lot of gear when doing long assignments and am always experimenting with some new piece that will give me an edge. I know photographers far better than me that walk around with one battered body and a single lens and do great work. I hate flash and avoid it at all cost. Other photographers

Michael recomenda estes materiais para quem desejar se aprofundar mais nos estudos de fotografia e fotojornalismo

Photo books:
Eugene Richards, Cocaine True,
Luc Delahaye, WinterRiesse
Robert Frank, The Americans
Gilles Peress, Telex Iran
Mary Ellen Mark, anything by her.
William Klein, anything you can find.

Movies:
Harlan County, USA, a documentary movie by Barbara Koppel
My American Girls, a documentary video about a Dominican family
Anything by the Maysle brothers.
Anything by D.A. Pennebaker.

Journalism:
Joseph Mitchell, Up in the Old Hotel,
Joan Didion, anything she’s ever done.
Michael Herr, Dispatches,
Guy Trebay, In The Place to Be,
William Finnegan, Cold New World,
Anything by Charlie Leduff or Barry Bearak in the New York Times.
George Orwell, anything he’s ever written; Down and Out in Paris and London, and Homage to Catalonia, are particularly good.

Aqui está o site Oficial de Michael Kamber:  www.Kamberphoto.com

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