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Flash: usar ou não usar, eis a questão

19 de julho de 2009

Com esta seqüência de imagens registradas por um momento do acaso daqueles típicos, de “estar no lugar certo na hora certa” flagrei o exato instante em que a máquina da fotógrafa da Assessoria de Imprensa do Governador Luiz Henrique da Silveira disparou no auditório. A cena lembra um raio.

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Fotos: Daniel Zimmermann

Pois bem, ao ver a seqüencia, fiquei extasiado com o “poder” que o flash têm. Em cima disso faço um post sobre essa épica discussão de usar ou não flash. A opinião que possuo é que quanto menos o uso do flash melhor, consigo boas fotografias sem o uso dele, até mesmo com uma lente mais escura. Porém, vale deixar dicas e mais esclarecimentos sobre como usar ele com maior eficiência e produzir resultados ainda melhores. Confira ai o que encontrei pela internet:

Existe um conceito muito errôneo, principalmente quando começamos a aprofundar mais em fotografia. Esse conceito é: o Flash estraga a foto.

Não é que o conceito esteja errado, mas muito menos ele está certo. Digamos que se bem usado o flash é um dos recursos mais importantes da máquina fotográfica. Como a própria definição de Fotografia (Registro da Luz) diz, tem que existir luz para que o registro não fique “estranho”.
Os estúdios fotográficos usam artifícios de iluminação para suprir a necessidade dessa luz, para evitar um problema comum em fotos de flash (estouro) e a luz incidente diretamente. Mas isso é para fotos Indoor (dentro de algum local) e também para realçar alguns pontos específicos do assunto principal.E como nós, meros mortais, podemos usar o flash evitando esses erros mais comuns?

Esse é o objetivo desse artigo: Expor situações em que o uso do Flash é fundamental e tentar diminuir o mito que flash prejudica uma foto muito mais que ajuda.

A maior parte das pessoas associa o uso do flash à fotografia de interiores ou de noite. Se bem que para estas situações acaba por ser a opção mais usual não significa que o flash seja para uso exclusivo nestas situações. Aliás muitas vezes o flash usado em exteriores/dia deve ser usado. Ou porque a luz é pouca, ou porque o contraste é muito, ou para congelar movimento, etc.
Infelizmente para a maioria das pessoas, o uso e especialmente o domínio do flash é complicado, quem começou a fotografar com unidades manuais sabe o quão frustrante pode ser usar um flash.

Para usar um flash é preciso perceber como é que uma maquina expõe uma cena (qualquer que seja a maquina; analógica ou digital). A ABERTURA DO DIAFRAGMA – que é o "buraco" por onde passa a luz que vai expor ao sensor e a VELOCIDADE DO OBTURADOR, que é o tempo que esse buraco fica aberto.
Portanto a ABERTURA regula quanta luz chega ao sensor e a VELOCIDADE regula a duração que essa luz expõe ao sensor.

Os iniciantes na fotografia, em geral, costumam condenar as fotos tiradas com flash por apresentarem efeitos artificiais. Os mais experientes, ao contrário, não o dispensa, chegando inclusive a usá-lo de forma criativa, não deixando nenhuma pista ou evidência do emprego deste recurso, apresentando resultados fantásticos. Para esses, o uso do flash é imprescindível.
As técnicas apresentadas são válidas, tanto para a fotografia analógica, como para a fotografia digital.

 

Tipos de Flash

 

Flash Manual

Para regular o uso do Flash manual temos a ABERTURA e a DISTANCIA ENTRE FLASH E OBJETO, que como o nome indica é a distancia física entre o flash e o objecto a ser exposto.
Para usar o flash focava-se a lente, a partir dai íamos a uma tabela normalmente gravada no próprio flash, onde tínhamos que procurar a abertura equivalente para aquela distância para determinado ISO. Isso era extremamente lento, irritante, e pouco amigável. Se a distancia se alterasse lá íamos nós outra vez à tabela para ajustar a abertura. Isto deve-se ao fato de o flash disparar sempre em potência máxima.

Essa DISTANCIA ENTRE FLASH E OBJETO é importante por causa da potência do aparelho. A potência de um flash designa-se de Numero Guia (Guide Number) ou GN.
Quanto mais alto o numero mais potente o flash. Quanto mais potente o flash mais longe a luz pode viajar. Mas o que acontece é que esta luz quanto mais viaja mais perde essa potência. Na verdade perde imensa potência. Chamasse lei do inverso do quadrado.

Vou dar um exemplo: seja um flash que tem um GN de 50 (em metros – muito bom por sinal).
Usando ISO100 para expor um objeto a 18 metros usa-se uma abertura de f/2.8, para usar f/3,5 baixa para 13mts, f/5,6 9mts, f/8,3 6mts; f/12,5 a 4 mts, etc. Isto é uma perca de potência incrível! Mas é uma regra universal que temos que viver com ela.
Ou seja, para calcular você tem que dividir o número guia pela distância do assunto, assim você obtem a abertura que tem que usar na máquina (muitas vezes tem que se arredondar).

Flash Automático

Como regra, quanto mais regulagens automáticas um flash possui, mais opções de preenchimento apresenta. Assim, se a exposição ambiente é 1/125 seg. a f/8 e você regular o flash e as lentes para f/8, terá uma razão de 1:1.

Para mudar isso, basta alterar a regulagem da abertura no flash, e deixar f/8 nas lentes. Desta forma, colocando f/5.6, no flash a razão será de 1:2; e para f/4 será de 1:4. Nos dois casos, o que acontece é que você está informando o flash de que regulou a lente para uma abertura maior do que ela realmente apresenta, e portanto, ele fornecerá menos luz ao ambiente. E assim, quanto maior a abertura regulada no flash, mais fraco será o efeito.

Flash Incorporado (Build-In)

Muita gente pensa que os flashes incorporados não possibilitam a técnica do preenchimento. Mas aqui estão as boas novas. Muitos deles não só possibilitam o preenchimento ( fill flash), como o regulam automaticamente. Isso quer dizer que você não terá controle algum sobre o flash, e então, terá que se contentar com o que ganhar – normalmente uma razão de 1:2.

Flash TTL (Trough The Lense) 

A grosso modo quando utilizamos o flash pode-se dizer que fazemos em simultâneo duas exposições: uma com a luz natural (controlada pela ABERTURA e VELOCIDADE DE OBTURAÇÃO) e outra com o flash (controlada pela ABERTURA e DISTANCIA DO FLASH AO OBJETO). Assim temos a ABERTURA como fator determinante para o controle da exposição
Com o TTL as coisas são necessariamente diferentes do flash manual. Eis rapidamente o que se passa com TTL:

Quando se pressiona o obturador o flash dispara, a luz bate no objeto e é refletida em direção a câmara, através da lente (TTL) atinge o plano do sensor onde é processada pelo processador da maquina. Assim que o sensor acha que a luz é suficiente manda desligar o flash. Tudo isto à velocidade da luz.

A grande diferença entre o flash manual e o TTL é que neste a exposição correta deixa de ser controlada pela DISTANCIA AO OBJETO ou pela ABERTURA, mas simplesmente no ato de desligamento do flash! Qualquer que seja a abertura utilizada a exposição correta é controlada por um "interruptor" (também chamado de Tiristor). Isto não quer dizer que a DISTANCIA AO OBJETO e a ABERTURA deixem de ser importantes, mas apenas que são muito mais controláveis.

Com o TTL o computador da máquina faz a exposição correcta independentemente da ABERTURA ou da DISTANCIA AO OBJETO (desde que estejamos dentro dos limites da capacidade do flash). Podemos escolher a ABERTURA que nos interessa para a Profundidade de campo necessária e não usar uma pré-selecionada na parte trazeira do flash!

Muitos poderão perguntar porque é que a VELOCIDADE DE OBTURAÇÃO não influencia a exposição do flash. Simplesmente porque é muito lenta! A duração média de um disparo de flash é entre 1/1000 e 1/23000 de segundo! A luz do flash deve expor a cena num único disparo (bom isto hoje em dia já não é verdade com os modos FP e equivalentes, mas para a compreensão do artigo, fica assim) e isto significa que as cortinas do obturador devem estar completamente abertas nesse momento, caso contrário ficará registada uma banda negra na película. É ai que entre a velocidade de sincronismo de flash (varia de modelo para modelo, mas poucas vão acima de 1/500)

A velocidade de obturação deverá ser escolhida para controlar a luz ambiente (luz natural não afetada pelo flash) e desde que nos mantenhamos dentro da escala de utilização do flash podemos utilizar um sem número de opções para controlar o efeito final da imagem.

Desde a mais elementar que é expor corretamente para o fundo, até situações em que podemos alterar esse mesmo fundo – desde torná-lo mais claro a completamente escuro.

Conceitos de Flash

Velocidade de Sincronismo

Para usar qualquer tipo de flash externo, seja portátil, acoplado à câmara, de estúdio e outros, temos que primeiramente observar a sua velocidade de sincronismo. Este sincronismo refere-se ao intervalo de tempo entre a abertura do obturador e o disparo do flash.

Ambos devem acontecer exatamente no mesmo momento. Para isto, necessitamos de uma velocidade específica que dispare o flash no exato momento em que o obturador esteja totalmente aberto para atingir o pico máximo de luz. Em flash embutidos esse conceito geralmente é obscuro já que a máquina tenta fazer tudo automaticamente.

Se o manual da sua câmera informar que o sincronismo do flash está regulado para 1/60, e se você acidentalmente utilizar uma velocidade mais rápida como 1/125 ou ainda 1/250, a foto sairá gravada somente em parte, pois a velocidade estará fora do pico, e a cortina do obturador estará cobrindo parte do filme durante a exposição.

As câmeras manuais mais modernas permitem sincronismo do flash até 1/250. Os modelos High Tech permitem até 1/800 ou mesmo 1/1000, dependendo de programas específicos. Entretanto, o que importa realmente saber é que a velocidade de sincronismo é a velocidade máxima permitida a operar com flash eletrônico. Esta velocidade, na maioria das vezes, registra apenas a luz emitida pelo mesmo.

Número Guia – Flash Manual 

Já foi discutido brevemente, mas é interessante abrir mais um tópico. Cada tipo ou modelo de flash tem uma potência, um poder de iluminação. Esta medida é o número guia, indicado no manual do seu flash, para filmes de ISO 100.

Em outras palavras, a luz que parte do seu flash se espalha e chega até o assunto com maior ou menor intensidade. Portanto, toda vez em que a distância se altera, é necessário alterar o diafragma para uma correta exposição.

Cada flash tem um número guia, uma potência diferente. Para facilitar o manuseio, cada tipo ou modelo vem com seu respectivo número guia impresso em seu manual (isso para flashes externos). Ou, com uma tabela de Distancia x Abertura, impressa no próprio corpo ou no visor de cristal liquido do flash. Observe-a com cuidado para conseguir a exposição correta.

Redutor de Potência

Este recurso adicional, encontrado nos flashes mais sofisticados, e vem designado com as potências – 1/1 (full – total), 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 etc.
Isto significa que em 1/1 o flash está em carga máxima e na medida em que se reduz esta carga sucessivamente, pela metade, a luz do flash reduz-se no numero de pontos equivalentes. Esse recurso é muito útil, quando se opera a distancias muito curtas, ou com filmes mais sensíveis, ou ainda apenas para economizar baterias.

Já que as marcas e modelos de Flash estão em constantes aperfeiçoamentos, recomenda-se ler seus respectivos manuais com atenção.

Nas câmeras tipo Hi Tech a redução de potência, é efetuada diretamente no respectivo programa para flash – TTL, acionando-se a respectiva escala de compensação, desde que se utilize o flash indicado pelos seus próprios fabricantes. Alguns modelos originais apresentam esta escala de redução mesmo em modo manual. Para maiores informações, consulte o livrete de instruções de seu Flash.

 

Ring Flash / Flash Anular

Há Flashes especiais para curtas distâncias, com pequena potência adequada à fotografia científica ou para documentação São conhecidos como Ring Flash, tipo circular, utilizado na frente da objetiva, acoplada como um filtro. Desenvolvido para situações especificas, para temas muitos próximos, em que a iluminação de um flash convencional não é adequada.

Fotografia dental, médica, macro fotografia, e outras aplicações afins, são alguns dos campos em que esta técnica é utilizada. Apresenta uma luz difusa, e em alguns de seus modelos o grau de difusão pode ser controlável. São encontrados em modelos manuais. Automáticos e até TTL. No entanto, seu raio de ação é limitado a 1.2 metros de distância.

Na falta destes flashes, podemos improvisar rebatedores para dirigir o foco de luz diretamente ao assunto a ser fotografado.

Flash como Luz Principal

Flash como luz principal é quando a luz do flash é a principal fonte de iluminação; interiores mal iluminando, noite, etc. A exposição para esta luz é bastante simples; o TTL calcula a exposição tendo em conta a luz refletida pelo objeto.

Flash de Preenchimento

Também conhecido como Fill Flash é quando a luz do flash preenche as deficiências da luz principal. O flash de enchimento usa-se para "encher" as sombras provenientes da luz natural.

Esse recurso é muito útil em dias ensolarados. O que pode acontecer nesses dias de sol forte, é o motivo a ser fotografado estar na sombra ou em contra-luz e são nessas situações que o uso do flash é bastante útil. É simples. Para iluminar as áreas sombreadas, dando um efeito natural, é bom usar o flash em potência baixa e com 1 ou 2 pontos a menos.

Em dias nublados o uso do flash dá maior saturação às cores, valorizando mais a cena. Nas câmeras eletrônicas, basta colocar a máquina no modo automático total “P”, assim a luz natural e a luz do flash são equilibradas sem superexpor.

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