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Robert Capa: uma lenda

1 de setembro de 2009

 

 Robert Capa (cujo nome verdadeiro é Friedmann Endre Ernő) nasceu em Budapeste na Hungria em 22 de outubro de 1913. Tornou-se famoso pelas coberturas fotográficas da Guerra Civil Espanhola, da Segunda Guerra Sino-Japonesa, daSegunda Guerra Mundial e da Guerra Arabe-Israelense de 1948. Morreu em 1954 durante a cobertura da Primeira Guerra da Indochina ao pisar em uma mina. Dizem que quando foi encontrado, suas pernas estavam dilaceradas, mas a câmera continuava firme em suas mãos. Considerado um dos grandes fotojornalistas da história, Capa foi um dos co-fundadores da Agência Magnum, em conjunto com David Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger. Embora tenha ficado famoso com a cobertura de Guerras, Robert Capa também possuí uma produção fotográfica voltada para outras áreas do fotojornalismo e até mesmo fotos de arte, mostrando que ele não era apenas corajoso, mas também muito talentoso.

Um dos episódios mais marcantes da biografia de Capa é que ele foi um dos poucos jornalistas que desembarcou junto com as tropas aliadas em Omaha Beach no Dia D. Fico imaginando ele correndo pelas trincheiras e desviando do fogo alemão. Porém, como o destino é impiedoso, depois de sobreviver ao desembarque, a maior parte das imagens acabou se perdendo porque o técnico do laboratório errou na hora de fazer a revelação. Apenas um punhado de imagens se salvaram. Recentemente, uma polêmica envolveu o nome do fotógrafo. Um jornal espanhol acusava ele de ter forjado uma de suas mais famosas fotos. A morte de um soldado legalista (a primeira foto abaixo) foi feita durante a Guerra Civil Espanhola e teoricamente mostra o momento exato em que um soldado é atingido por uma bala. Independente dessa imagem ser encenada ou não, as fotos de Capa são importantes não apenas por serem um registro dos piores momentos da humanidade no século XX, mas por tentarem levar um pouco de crítica a esses atos.

Para aqueles que estão começando na fotografia, o maior ensinamento do mestre é aquele que levo mais a sério até hoje: “Se a foto não está suficientemente boa, é porque você não está suficientemente perto”. Palavras de impacto para quem sempre esteve perto do perigo.

 

 

 

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Concurso Fotográfico SOS Mata Atlântica

10 de agosto de 2009

A Fundação SOS Mata Atlântica está promovendo mais uma edição do já tradicional concurso fotográfico SOS Mata Atlântica. A iniciativa visa chamar a atenção da população para a importância da preservação dessa formação florestal que abrange 17 Estados brasileiros e vem sofrendo agressões e destruição desde o início da colonização de nosso país. Para participar, é necessário fazer um registro de plantas, animais ou impactos ambientais sofridos pela floresta. As imagens devem ser impressas em papel fotográfico fosco ou brilhante no tamanho mínimo de 20×30 cm e serem enviadas pelos correios ou entregues pessoalmente na sede da Fundação SOS Mata Atlântica.

O concurso é dividido em duas categorias. A categoria de usuários de câmeras compactas vai premiar o primeiro colocado com uma câmera DSLR Nikon D40 com cartão de memória. O segundo e terceiro lugar vão ganhar um livro fotográfico com as 30 fotos classificadas e o quarto e quinto lugar vão levar para casa um kit com produtos SOS Mata Atlântica. A categoria avançada vai premiar o primeiro lugar com R$ 5.000,00, o segundo lugar com R$ 3.000,00 e o terceiro lugar com R$ 2.000,00. O quarto e o quinto colocados recebem R$ 1.000,00 e do sexto ao décimo colocados serão dados R$ 500,00. Vale lembrar que as 30 imagens vencedoras passam a fazer parte do acervo da fundação e serão usadas em campanhas de educação ambiental.  Para isso, o autor abre mão do seu direito autoral patrimonial, que passa a pertencer à fundação. A Fundação SOS Mata Atlântica já se mostrou uma instituição séria e com um trabalho necessário.

Para maiores detalhes e acesso a ficha de inscrição do concurso, é só visitar o site oficial do evento.

Fonte: http://www.sosma.org.br/hotsitefotos/

Nikkon 55-200mm 4-5.6 Vr

5 de agosto de 2009

Após um tempo fora, por motivos que compartilho com vocês quero trazer algumas novidades:

Estou trabalhando para um Portal de Análise, Notícias e Opinião, lançado no dia 20 de Julho, aqui em Blumenau. é o Análise em Foco. pode ser acessado em www.analiseemfoco.com.br.

Está sendo uma experiência muito interessante em termos de fotografia. e no decorrer do trabalho senti uma louca necessidade de adquirir uma nova lente para fazer companhia com a básica 18-55mm 3.5-5.6f. Então, dando uma olhada no sita da Angel Foto (www.angelfoto.com.br) encontrei uma lente que estava de olho a muito tempo: Uma 55-200mm 4.-5.6f com VR. Era Semi-nova e resolvi apostar na compra. Fiquei impressionado com a Loja, pois enviou o produto no mesmo dia, e em 24 horas estava nas minhas mãos. O produto está novo, sem arranhões, fungos, nada. Perfeito!

Como toda criança que ganha um presente, quer experimentar a qualquer custo. Foi o que fiz e fiquei muito entusiasmado com as novas possibilidades que a lente tem trazido ao meu trabalho.

E percebi que em alguns sites é verdade quando se fala que geralmente devemos investir mais em uma boa lente do que num corpo de última geração. Corpos de máquinas digitais renovam todos os anos, mas os lançamentos de lentes, não. Uma lente de boa qualidade pode proporcionar fotos tão boas quanto uma lente inferior em um corpo de última geração.

O diferencial é o redutor de Vibração (A Cannon também possui o sistema) A sigla na Nikon é VR e na Cannon é IS. Este sistema consegue reduzir em 3 tempos a velocidade necessária para “congelar” a foto e torna-la nítida em condições de pouca luminosidade. Mas seu desempenho é bem melhor sentido em lentes tele-objetivas como a 55-200. Numa 18-55mm por exemplo, não compensaria adquirir a lente com este sistema.

A foto foi tirada usando abertura 5.6 em 200mm e iso 200 na D40 com Redutor de Vibração Ativo. Sem ele, talvez teria que ter feito uma sequencia de 10 imagens para aproveitar uma assim. mas com o Vr, foram necessárias 3 fotos:

O preço de uma semi-nova varia de 750 à 900 reais e uma nova de 1.400 à 1.900 reais. Um último conselho: ela tem construção de corpo frágil, então é bom ter extrema cautela com ao manusear a lente, não bater e não deixar cair no chão.

 

passaros

Como fazer fotos Multiposer

29 de julho de 2009

Do colega Allyson Correia, trago um material fantástico produzido por ele de como fazer aquelas fotos onde a mesma pessoa aparece dezenas de vezes na mesma fotografia e tudo isso sem ter poderes sobrenaturais! Basta um tripé e um programa de edição de imagem. Show de bola, confira na integra: Ah, não se esqueçam de visitar o blog e o flickr dele.

Foto: Allyson Correia
AllysonCorreia_MultiPoser_01
Recentemente, esta foto minha foi utilizada como exemplo para discussão de uma técnica em uma comunidade do Orkut (Nikon D60 Brasil). Achei muito legal ver as pessoas curiosas sobre como a foto foi feita e cada participante da comunidade com a sua teoria, etc.

Atendendo ao pedido do Carlos Henrique, acabei escrevendo uma explicação bem simples de como funciona o processo para fazer um multi poser. Estou publicando aqui a resposta que mandei para ele por e-mail. Na verdade é muito fácil… mas precisa ter bastante paciência e um certo domínio de manipulação digital de imagens.

Equipamento necessário:

Câmera – qualquer uma com timer disparador ou controle remoto serve;
Tripé;
Programa para manipulação – Photoshop, PhotoPaint, Gimp ou similar.

Mãos na massa:

1) Encontre um lugar onde você quer fazer a foto e pense nas possíveis situações que você pode criar ali. Exemplo: em pé na janela, dormindo, lendo um livro, vendo TV, etc. Estas situações devem se SOBREPOR umas às outras O MÍNIMO POSSÍVEL. Isto vai facilitar bastante na hora da manipulação digital.

2) Controle ao máximo as condições de luz, se não as imagens ficarão muito diferentes entre si e o resultado final irá parecer falso.

3) Coloque a máquina no tripé e faça todos os ajustes necessários para uma boa foto. Trabalho com o maior valor de abertura de diafragma que a situação de luz permitir (f/22 para cima) para ter o máximo de profundidade de campo. Se puder evitar o uso de flash, melhor. Faça um primeiro clique “teste” e confira o resultado. Caso esteja tudo certo, NÃO ALTERE MAIS ESTAS CONFIGURAÇÕES.

4) Acione o timer e corra para a pose. Dá um certo corre-corre mas vale a pena. Ter um irmão caçula ou pedir para a namorada apertar o botão ajuda… Caso contrário, vá em frente e faça a captura de todas as situações.

5) Leve as imagens escolhidas para o Photoshop (vou usar este programa como exemplo) e coloque todas as imagens, alinhadas, em um único arquivo com várias camadas. Existe um comando “Load Files Into a Stack” que faz isso automaticamente, mas dá para fazer manualmente mesmo.

6) A partir daí, basta você trabalhar máscaras em cada camada, revelando nelas apenas a situação desejada e descartando todas as demais informações. ATENÇÃO: Uma destas camadas deverá ser eleita a “base” e somente ela revelará todo o cenário.

7) Quando chegar ao resultado desejado, achate a imagem, publique no Flickr e aguarde os comentários!

Espero ter ajudado e esclarecido um pouco sobre esta técnica. Torço para que dê tudo certo.

Caso tenham alguma dúvida, podem entrar em contato por aqui mesmo ou pelo meu Flickr.

Grande abraço e bons cliques!

Foto do mês: Menino de Manguinhos

27 de julho de 2009

Estive visitando o wordpress do Fernando Souza, fotojornalista carioca com um olhar fotográfico muito bom. Em minha opinião, é bom com foto-reportagens e no trabalho de composições fotográficas.

A foto que gostaria de trazer conta uma pequena história com um desfecho incerto sobre o destino do menino de manguinhos. Logo após, quero suscitar uma breve discussão da intervenção ou não do fotojornalista na cena registrada.

Foto: Fernando Souza

 

Texto de Fernando Souza:

Desci do carro pra fazer umas fotinhas de chuva, na chuvosa sexta-feira de ontem, quando vi uma criança, bolinhas de tênis nas mãos, sentada no meio-fio, morrendo de frio…

O sinal estava fechado, mas ele não estava jogando as bolinhas para o alto…

Estava triste, cabisbaixo.  Algumas pessoas repararam na cena e deram uns trocados a ele. Acho que quase o vi chorar…

Não resisti e perguntei a ele, porque ele não ia embora, estava chovendo pra caramba, um frio danado, que ele iria acabar pegando um resfriado.

– Não posso, tenho que arrumar o dinheiro do gás.

– Qual seu nome?

– Henrique.

– Onde mora?

– Manguinhos.(Estávamos em Ipanema.)

– Quanto falta pra completar o dinheiro do gás?

Henrique pega os trocados, faz a conta e diz.  Muitos reprimem essa ação, mas dei a quantia que faltava para o gás, e pedi pra ele prometer que voltaria pra casa. Henrique se foi, mas se foi pra casa, não sei. :(

 

Foto: Fernando Souza

 

Chamou a atenção o diálogo que o fotojornalista iniciou, alterando o destino de Henrique  ao dar o dinheiro para o botijão de gás. Há muitas discussões sobre o fato do Fotógrafo interferir na cena ou não que acontece a sua frente. Manuais de fotografia tem um “breve” consenso no caso da real vontade do fotógrafo interagir com os motivos fotografados, deve-se nesse caso, primeiro fotografar, e depois intervir.

Em algum momento Fernando Souza deve ter havido uma comoção com a história do garoto, e o ajudou a comprar o gás.

Na primeira fotografia, a intervenção não deve ter ocorrido devido ao leve chapado dos planos (característica de uma tele-objetiva). Deduz-se que Souza estava afastado do rapaz. Então deve ter se aproximado mais e perguntou porque estava sentado na calçada.

A segunda foto já prescreve um resultado da realidade que Fernando ajudou a construir: Deu dinheiro ao rapaz para comprar o Botijão com a condição dele ir embora naquele momento para comprar. É certo ou errado? não pretendo encontrar a resposta, pois é uma resposta interpretativa subjetiva.

Digo que depende do ponto de vista: Levando em conta o lado humano, social do fato, Fernando agiu de forma correta conciliando o que os manuais dizem sobre intervenção do fotógrafo na cena jornalística. Fotografou primeiro, e interviu depois. E melhor que isso: Fernando deixa claro ao leitor que ele abordou e ele deu dinheiro e estabeleceu a condição para este dinheiro. Manipulação da realidade? Dentro do seu propósito não, até porque, Fernando passou a ser a realidade da cena. Diferente dele por exemplo, provocar uma briga entre policiais e manifestantes para registrar fotos e estamparem no jornal a briga, mas evidente sem dizer que foi o Fernando que deu início a briga.

Parabéns pelo registro e pela condução ética do trabalho. Merece ser a foto do mês aqui no blog.

 

Fonte: http://lafotometria.wordpress.com/ 

OBSERVAÇÂO: Estas fotos foram cedidas mediante solicitação à Fernando Souza, se alguém desejar alguma foto, favor entrar em contato direto com ele.

Uma nova oportunidade de fazer dinheiro com fotografia

23 de julho de 2009

Sabemos que um dos grandes problemas em colocar suas fotos na web é que ela vai ser usada por muita gente que não vai dar os devidos créditos ao autor e muito menos pensar em pagar pelo uso da imagem. Por outro lado, se você está ciente que suas fotos são muito boas e pretende ganhar algum dinheiro com elas, pode coloca-las em um banco de imagens. Porém, eles estão pagando muito pouco atualmente por conta da grande concorrência entre eles. Mas, uma nova alternativa pode estar surgindo.

imageNessa semana foi lançado o MyPayCut.com que, segundo meu entendimento, vai fazer com mercadorias que possuem propriedade intelectual o que o Mercado Livre faz com quase todos os produtos materiais existentes. Através do site, vai ser possível comercializar diretamente com o consumidor final fotos, músicas, programas em vídeo, livros ou qualquer outra coisa que seja produzida por profissionais independentes. Grande oportunidade para fotógrafos, escritores, bandas ou produtores de vídeo que não possuem formas de comercializar o seu produto. Segundo os organizadores do serviço, será possível que usuários de celular com filmadora ofereçam vídeos para redes de TV com a cobertura em primeira mão de acontecimentos do cotidiano.

A diferença de um banco de imagens normal é que você determina o preço de suas fotos, ou qualquer outro produto, para a comercialização. A maioria dos bancos de imagens oferecem as fotos por um preço fixo. Existe um bom número de ferramentas de marketing acoplados ao site e o MyPayCut.com fica com uma comissão de 8% sobre o valor negociado. Em tempos de utilização massiva de imagens sem o devido reconhecimento do autor, acho um preço até justo. Para maiores informações é só visitar a página do serviço.

Fonte: Photography Blog

Fotografia de Pessoas: Ensaio de Moda

20 de julho de 2009

Participei de algo que nunca havia feito antes: Fotografar modelos para uma matéria sobre Moda Inverno para um portal de opinião, análise e notícias que virá com toda a força em Blumenau.

3 garotas que nunca passaram por um curso de moda mais o fotógrafo aqui, que jamais pensou em fazer esse tipo de clique mais a equipe do portal passamos o dia fotografando no Parque Ecológico SpitKofh, em Blumenau.

O tempo estava bom, e bem convidativo para as imagens. Quero neste post, passar as impressões que tive ao trabalhar.

Primeiro que o trabalho entre fotógrafo e modelo precisa ser integrado, conciso. A modelo precisa entender o que o fotógrafo idealiza e também ( porque não?) sugerir quando necessário. Notei que cada mulher tem seu estilo, personalidade e isso contribui muito para o sucesso ou não de uma fotografia desse tipo. Ok, ai você vai me falar que é quase um Book. Ao fazer o trabalho busquei me perguntar o que difere fotografia de book e a de moda. Consultei o Ricardo Silva e ele sinteticamente respondeu que o book e quando você trabalha para vender a modelo e fotografia de moda a roupa ou estilo de se vestir. “Book é mais feito quando a mulher quer ser modelo”, complementa. Pensando assim, as nomenclaturas não acabam conflitando, são distintos.

Foi uma dúvida que me surgiu ao clicar as meninas, será que estou focando bem as roupas e acessórios ou ao mesmo tempo estou focando demais as meninas e ofuscando o propósito do trabalho? Se for analisar pelas repostas, relevando a forma como o material será editado, foi produzido um ensaio de moda, com enfoque nas roupas e acessórios.

O equipamento utilizado foi uma Nikon D-40 com lente 18-55mm 3.5-5.6 e iluminação ambiente. Procurei ajustar a máquina no local mesmo para ter que fazer o mínimo de intervenções no Adobe Lightroom, para trabalhar um total de 570 imagens em 4 horas seguidas de trabalho (este programa é perfeito, ele te dá um workflow fantástico!)

Ah, e aqui peguei gosto pelo foco manual, trabalhei com eles em algumas das fotos onde as meninas estão em duplas, e que diferença! vale a pena até abrir um post específico sobre foco manual e automático, vantagens e desvantagens.

Ao final da tarde, dava pra sentir bem o desgaste no rosto das meninas, bem como a disposição do fotógrafo em continuar, parece que o olhar fotográfico satura e cansa, quase não se consegue mais tirar proveito e idealizar novas cenas. Sinais sutis de que o trabalho chegou ao fim.

Entendo que a prática, o conhecimento mais aprofundado possibilitaria terminar este trabalho em menos tempo. Mas na vida, todos nos começamos de algum lugar. Levando em consideração os recursos disponíveis, as pessoas envolvidas o resultado ficou considerado por todos, muito bom. O ensaio com mais fotos está postado no meu Flickr clicando aqui.

Sugestões são sempre bem vindas! quem quiser agregar mais, os comentários estão abertos.

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